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Godofredo de Oliveira Neto: segunda edição na França

2 de setembro de 2014

De repente, Marina Carvalho

Uma adolescente chamada Ana, com questões e sonhos muito parecidos com os de outras jovens brasileiras da sua idade, de repente se descobre filha do rei de um pequeno país europeu, torna-se princesa e vê sua vida completamente transformada. Com esse conto de fadas moderno, a professora de literatura Marina Carvalho, também formada em jornalismo, venceu o concurso da editora Novo Conceito para publicação do seu primeiro livro, Simplesmente Ana, em 2013. Menos de dois anos depois, com cerca de 35 mil exemplares vendidos e tida como a autora que mais vende livros digitais pela editora, Marina lança o segundo volume da trilogia da princesa, De repente, Ana. Nesta entrevista a Oasys Cultural, ela nos conta como tudo começou, fala sobre paixões e influências e compartilha sua experiência bem-sucedida nas redes sociais.

 

De onde veio a ideia de criar uma princesa brasileira e a que você atribui o enorme sucesso entre as jovens leitoras?

A ideia veio da minha paixão infantil pelos contos de fadas tradicionais. Quando decidi escrever uma história para publicação, pensei em criar uma princesa com todas as características marcantes de uma menina brasileira, como forma de alcançar uma afinidade dela com os leitores. Penso que esse é o segredo do sucesso da Ana. Ela se parece com qualquer garota brasileira da idade dela.

 

Como foi o início da sua carreira?

Eu decidi me tornar escritora há pouco tempo, apesar de sempre escrever, desde criança. Em 2011, a pedido de muitas alunas e por incentivo de uma grande amiga, acabei me convencendo de que talvez eu tivesse a chance de publicar uma história e passei a me dedicar à criação de um enredo que fosse interessante para o público jovem. Quando terminei de escrever Simplesmente Ana, resolvi ir atrás de algumas editoras para tentar a publicação. Duas delas nunca me retornaram. Uma entrou em contato no dia seguinte dizendo que toparia publicar se eu arcasse com um terço da produção, o que descartei de cara. Foi quando decidi fazer o cadastro no site da Novo Conceito, um pouco sem esperança. Uma semana depois me responderam pedindo que enviasse os três primeiros capítulos da obra. Na outra, pediram a história inteira e, no mês seguinte, soube que meu livro havia sido selecionado entre centenas de originais que chegavam à editora sem parar. Fiquei muito emocionada. Ou melhor, incrédula mesmo!

 

Sua experiência como professora de jovens a influencia na hora de escrever?

Nossa! Influencia demais. Eu acabo convivendo de perto com representantes bastante significativos do público para o qual escrevo e, com isso, vejo quais são suas preferências, seus estilos, a forma que os jovens têm de se expressar, de comunicar. É uma escola e tanto para mim.

 

Você é hoje a autora nacional que mais vende livros digitais pela editora Novo Conceito. Que peso teve a internet na consolidação da sua carreira?

Olha, se não fosse a internet, acredito que meus livros não teriam chegado a tantas pessoas por esse Brasil afora. Porque, sim, a editora faz a distribuição, mas é o contato direto com o escritor que faz o leitor criar um vínculo e estabelecer uma fidelidade fundamentais para a permanência do autor no mercado. E hoje o Facebook é minha principal ferramenta de comunicação com meus leitores.

 

 

Por Carolina Drago