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Godofredo de Oliveira Neto: segunda edição na França

20 de maio de 2016

Conselhos que devem ser ouvidos

“Tem que mudar” reúne análises profundas e concisas que mostram alternativas para debelar a crise que se instalou no país desde 2013. O e-book, escrito a partir de textos do blog homônimo, é de autoria do empresário e escritor Antonio Didier Vianna, visionário que luta pelo desenvolvimento do Brasil há 70 anos. Com experiência e uma mente privilegiada e lúcida, aos 90 anos, Didier traz informações sobre as políticas públicas colhidas durante toda a vida, bem como funcionamento das instituições e relações de trabalho no Brasil e no exterior. Na entrevista abaixo o autor fala sobre seu livro e analisa o momento atual do país.

 

No livro o senhor aponta razões políticas, econômicas e sociais que demonstram que o país tem que mudar. Quais as três principais medidas emergenciais que o Brasil deveria tomar para refletir uma mudança?

 

O país hoje só tem uma emergência – debelar essa crise econômica que está levando o povo ao desespero. A economia é algo real e somente ações (medidas) diretas e executivas terão efeito. O problema é que ainda não apareceu ninguém sequer com uma proposta de execução imediata para enfrentar a emergência. E sem ela a crise continua a se ampliar demitindo 500 operários por hora.

 

Michel Temer citou que estuda propor o Parlamentarismo no país após 2018. O senhor acredita que o Parlamentarismo seria positivo para o Brasil? Por quê?

 

Não cabe ao Executivo estudar atribuições do Legislativo. Esse assunto já foi resolvido pelo povo em plebiscito. Voltar atrás para que? Está querendo desviar a atenção porque sem competência não vai fazer nada para aplacar a emergência da crise? Se é por isso, prepare-se para o seu impeachment ou ser demitido por incapacidade administrativa.

 

Do ponto de vista econômico, a incapacidade de governar da presidente impeachmada Dilma Roussef diminuiu a competitividade da indústria nacional. Quais medidas de curto prazo poderiam aquecer a Indústria?

 

Não foi reduzida a competividade da indústria nacional, essa dependo do povo, não do Governo. O que o Mantega fez foi destruir o código tributário, reduzir os impostos de importação dos produtos importados e ordenar ao Banco Central permitir o dólar cair para R$1,69. Com isso colocou produtos importados mais baratos que os produzidos aqui. Competir como? Os empresários desistiram de investir no Brasil e a crise se instalou. Para corrigir, começar a desfazer o que o Mantega fez. Com isso a crise estanca, mas os investimentos não voltam, mas dá tempo de para se tomar outras medidas para aliviar a crise.

 

No seu livro, o senhor faz alguns estudos sobre reformas setoriais no país. Qual poder precisa de uma reforma emergencial: o executivo, o legislativo ou o judiciário? Por quê?

 

Reforma emergencial agora é desvio de atenção da crise que não sabem como resolver. A estrutura do Governo mencionada, precisa de reforma estrutural/ operacional para alcançar mais eficiência e menos corrupção. É preciso cumprir o estabelecido na Constituição – todos são iguais perante a lei.  O Brasil tem a CLT onde quem é corrupto ou não trabalha é demitido. Basta emitir um decreto executivo determinando que todos os funcionários concursados e contratados, nos três poderes, o sejam pelas normas da CLT. Aos poucos o país vai se tornando mais eficiente e se respeita o direito adquirido.

 

O senhor trabalha há 70 anos pelo desenvolvimento do Brasil. Em algum ponto no passado imaginou que em pleno séc. XXI o país estaria desfalcado em termos de competitividade e governo como agora?

 

A indústria começou a definhar há 8 anos por interferências do Governo na economia. Com isso o país deixou de ter regras do jogo empresarial estabelecidas e estáveis e todos os investidores desapareceram. Só produção gera riqueza e crescimento. Para produzir é preciso investimentos. Isso só acontecerá quando houver condições legais permanentes para se investir e trabalhar nesse país. Enquanto isso não acontecer a crise vai aumentando seu estrago.

 

José Fontenele