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“Laminário” na ANE em Brasília

12 de maio de 2016

Amor após a morte

O mito da alma gêmea – o amor completo e verdadeiro que todos almejam, tema de filmes, livros e outras obras de arte – tem fundamento no espiritismo. Segundo a doutrina espírita, é possível que um casal se separe e se reencontre ao longo de várias encarnações com o propósito de crescer e evoluir como seres humanos.

 

Charles e Sarah na Europa do século XVI, Josafá e Antibes no Oriente Médio a.C., Van Haume e Catrina na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Esses três casais são na verdade um só no romance mediúnico Luzes no passado (Ed. Jaguatirica), psicografado pelo médico oftalmologista Cláudio Guilhon e ditado pelo espírito de Rita de Cássia, ou Irmã Rita, como prefere ser chamada. “Os protagonistas mudam de nome e de época, mas suas almas são únicas e permanecem ligadas. Na vida real, quando esses espíritos se encontram ocorre reconhecimento, identificação e alegria extraordinários advindos da grande chance de evolução propiciada pelo reencontro”, explica Guilhon.

 

Por outro lado, Luzes no passado também mostra que o fato de almas gêmeas terem se reencontrado não é garantia de que permaneçam juntas em sua nova jornada. Charles e Sarah passam a maior parte da vida separados, Josafa e Antibes pertencem a tribos diferentes que guerreiam entre si, Von Haume e Catrina sofrem com o fato dele ser oficial nazista e ela, prisioneira de um campo de concentração. “Tais dificuldades nada mais são que etapas no cumprimento de nossos destinos. Necessitamos de doses de dor e desconforto para crescer. Essa é uma característica do ser humano e do planeta Terra. Quem avalia e administra essas doses é Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas não sou eu quem diz isso, é a Irmã Rita”, esclarece.

 

Cláudio Guilhon tem 51 anos, é casado há 18 e pai de duas meninas de 15 e 12 anos. Formou-se em medicina pela Universidade Federal do Pará e estagiou na Clínica Mayo, nos Estados Unidos, no setor de glaucoma e catarata. O chamado ao espiritismo ocorreu há cerca de seis anos, quando contraiu uma infecção na garganta difícil de debelar. Foi medicado com diferentes tipos de antibióticos e fez vários exames, mas nada dava resultado. Até que uma velha amiga da família, frequentadora do Centro Espírita Yvon Costa, em Belém, há mais de 40 anos, convenceu-o a submeter-se a um diagnóstico e tratamento espíritas. “Reagi bem ao convite, pois desde criança já havia tido provas de que existe algo mais além do mundo dos vivos. Via vultos, tinha sonhos, mais ou menos com a maioria das pessoas. Na época do problema na garganta essas provas se intensificaram”, conta.

 

À medida que saúde se recuperava aumentavam o bem estar de Cláudio durante as sessões no centro, e o desejo de saber mais. Incentivado pelos colegas, passou estudar a doutrina espírita e integrar as mesas mediúnicas – situações em que médiuns ostensivos são capazes de canalizar e expressar de diversas formas as mensagens dos espíritos. Foi então que seu dom para psicografia despertou. Cláudio passou a se comunicar com a Irmã Rita, que ditou a ele Luzes no passado ao longo de 40 dias, entre setembro e outubro de 2015.

 

Luzes no passado terá lançamentos em Belém, Rio de Janeiro e São Paulo. Por enquanto, estão marcadas noites de autógrafos no Rio de Janeiro, dia 17 de maio, na Livraria Blooks, em Botafogo, e em Belém, dia 30 de maio, a partir das 19h, no Boulevard Café (Boulevard shopping). A renda proveniente das vendas será doada integralmente ao Centro Alternativo de Cultura – CAC, obra social que atende quatrocentas crianças em Belém do Pará. Mais uma vez, essas iniciativas foram indicações da Irmã Rita. “Ela manda, eu executo”, finaliza Cláudio.

 

 

Por Valéria Martins